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terça-feira, 14 de julho de 2009

A 50ª festa chega ao fim

No final do ano passado, já conhecíamos os 36 convidados para a grande festa da América. Este ano, esta festa teve um gostinho especial, já que era a comemoração dos 50 anos. Quem acompanha esta festa sabe de suas peculiaridades...
Esta foi mais uma daquelas festas onde aconteceu de tudo e mais um pouco. É aquela festa onde todos queriam estar, mas poucos participaram. Só restou aos que ficaram de fora, acompanhar.

Nesta grande festa de nome Libertadores da América, quatro convidados, que na verdade lutaram e muito por esse convite, acabam ficando de fora antes mesmo de a música começar a tocar. Foram eles que tiveram o nome na lista, mas esqueceram de confirmar.

Decidido os 32 presentes na festividade, o clima de alegria se transforma em angústia. Será que permanecerei até o final? Tem alguns que entram, cumprimentam e vão embora sem serem percebidos. Tem os que ficam no clima de oba-oba e quando percebem, não dá mais para ficar. Toda festa tem aquele vexame, e aqui não é diferente... O mais esperado chega, diante dos olhares de todos, mas bem antes do fim, falta ânimo para continuar e já é hora de ir para casa. Tem os que não conseguem se socializar com os mais respeitados. Tem os que participam da festa ativamente... Comem, dançam, brincam e de repente acabam dançando de vez. E quando percebemos, só restaram 16... E destes, é fácil concluir que não só os VIPS permanecem. É necessário muito mais que status para continuar nesta batalha.

Este ano foi assim que tudo caminhou. Dos 36 que viraram 32, restaram os 16 convidados guerreiros lutando pelo melhor, que é aproveitar ao máximo e chegar ao fim. Em 2009 tivemos um penetra nem um pouco aceitável. A Gripe Suína chegou ao recinto e assustou a todos. Logo os mexicanos pagaram o pato e foram embora da comemoração. Caminho livre para alguns, enquanto os ânimos se exaltavam em algumas rivalidades. Os brasileiros duelavam entre si, pois não dava para continuar por muito tempo com os cinco representantes. Os argentinos, diante do samba verde e amarelo, foram dançar o tango em Buenos Aires e deixaram apenas um convidado até o final. Teve uruguaio que chegou perto do fim, mas acompanhou o brasileiro que partiu um pouco mais cedo.

Enfim dois convidados. Um brasileiro de Minas Gerais e um argentino de La Plata. Convidados que fizeram por merecer este momento. Faltam cerca de noventa minutos para a festa acabar. Para um deles um final trágico, para o outro, outra festa está só começando e o final promete ser de gala em Abu Dhabi.

Esta foi mais uma Libertadores da América. A 50ª da história! Uma festa completa, com todos os ingredientes possíveis... Mais uma festa que termina com apenas um sorrindo e que a foto final jamais será esquecida. Uma festa para ficar na memória!
Este convite é para poucos...

domingo, 31 de maio de 2009

Seja bem vinda...

Sei que faz tempo... Muito tempo que você não aparece por aqui...

Mas já estamos nos preparando. Será inesquecível!

A modernidade se juntará ao calor do nosso povo.

Se prepare para avistar um Belo Horizonte em nosso país. Caminhar tranquilamente na Lagoa da Pampulha e descansar na linda Praça da Liberdade...

O Rio estará de braços abertos como o Cristo que o abençoa. O Rio, de janeiro a dezembro te espera fervorosamente... Saborear um lindo Pão de Açúcar observando o gingado da garota de Ipanema...

Ver a arte sob o olhar de São Paulo. Dentro dos gramados e nos Museus. Descansar na agitada noite paulistana. Não perder a hora na brilhante Estação da Luz e relaxar no Ibirapuera...

Encontrar a felicidade em um Porto Alegre. Nas mãos, um saboroso chimarrão para passear sob as águas do Rio Guaíba, e de longe avistar um Laçador...

Brindar a vida no Farol da Barra. Se aquecer no Pelourinho ao batuque do Olodum. Agradecer ao nosso Salvador na Igreja do Bonfim.

Ver o sol nascer e se pôr nas lindas praias de Natal, de Recife, de Fortaleza...

Aproveitar o lindo verde da nossa Amazônia em Manaus...

Conhecer um pouco sobre o Brasil em Brasília nos palácios e memoriais...

Caminhar nos bosques floridos de Curitiba...

Aplaudir o Pantanal e a Chapada dos Guimarães em Cuiabá...

Estamos a sua espera Copa do Mundo! A ansiedade nos faz roer as unhas, mas temos certeza que valerá a pena todos os minutos de preparação e empenho de cada brasileiro.

Chegue logo Copa do Mundo! O Brasil aguarda a sua chegada...

2014, A COPA DO MUNDO É AQUI!

terça-feira, 21 de abril de 2009

Ao mestre, com carinho...

Em Itabirito, 1931, nasceu o mestre.

Por que ao falar de Telê muitos preferem lembrar as Copas do Mundo que o Brasil não conquistou em seu comando?

Telê foi mágico. Telê foi mestre!

Eu prefiro mencioná-lo como:
O primeiro campeão brasileiro, com o Atlético Mineiro.
Campeão dos quatro maiores estaduais do país, com Atlético, Fluminense, Grêmio e São Paulo.
Duas vezes campeão da Libertadores com o São Paulo...
Duas vezes campeão do Mundo com o mesmo Tricolor.
Até na Arábia ele venceu com o Al Ahly.
Sem contar outro Brasileiro, Conmebol, Recopa Sul-americana...

Mas não é só de títulos se faz um campeão...
Telê será sempre um mito por sua personalidade, dignidade e respeito com os demais!

Malditos Paolo Rossi e Platini. Se não fossem esses dois craques rivais, aqueles mundiais poderiam ser brasileiros, com o Telê imortalizado. Mas quando se é derrotado, a culpa infelizmente é daquele que fica em pé fora das quatro linhas...

Mas o seu pior adversário não foram os franceses nem italianos. Foi a sua própria saúde que lhe fez abandonar o futebol.

Pior que chorar as derrotas no futebol, foi chorar naquela manhã, do dia 21 de abril de 2006.

No dia que Tiradentes e Tancredo Neves morreram anos antes, Telê também partiu.

Igualmente as outras duas figuras brasileiras, Telê Santana deixou suas conquistas para o povo brasileiro. E mais que isso... Tornou-se um exemplo para todos nós com sua luta pela arte e determinação por um futebol cada vez melhor!


Valeu Telê!

"Se jogador do meu time faz falta por trás, ou entra para quebrar o adversário, o juiz nem precisa expulsar. Eu mesmo tiro de campo."
Telê Santana

sábado, 4 de abril de 2009

O centenário do Saci Colorado!

04/04/2009, Sábado de manhã.
Logo no café, o pai vê embaixo de sua xícara um papel dobrado. Rapidamente ele abre a folha e vê uma gigantesca nota ZERO na prova de História do seu filho. Ele se levanta da mesa e vai direto ao quarto onde o filho está. Bravamente o pai diz:
- Não quero saber os motivos! Você está de castigo e não sairá do quarto este fim de semana... O filho tenta argumentar...
- Eu posso explicar pai...
Mas em vão... Rapidamente o pai retornou a sala para ler a avaliação. Com a cara emburrada ele balançava a cabeça não acreditando no aproveitamento do filho.

Ele começa a ler a prova. E se espanta na primeira questão.
“Quem é o grande personagem de vitória do Rio Grande do Sul em toda a sua história?”
Resposta: O Saci Colorado! Enquanto Bento Gonçalves triunfou apenas uma vez, o Saci teve 38 conquistas estaduais, sendo a primeira em 1927! Em Porto Alegre o mesmo Saci triunfou logo em 1913... E olha que ele surgiu no cenário em 1909 hein professora!
Logicamente resposta errada. Mas o pai esboçou um sorriso pela criatividade do garoto.
“Quem descobriu o Brasil?”
Resposta: Novamente o Saci Colorado! Em 1975... Depois ele ganhou mais duas vezes... Em 1976 e 1979!”
O pai não acreditava no que lia...
“Qual foi a principal batalha civil brasileira, que teve vitória gaúcha?”
Resposta: Pergunta fácil professora! Logicamente foi o duelo entre brasileiros na Libertadores 2006, entre o Saci Colorado e a santidade São Paulo! Quem venceu a senhora sabe... Saci ê ô! Saci ê ô!
Depois desta resposta, o pai não conteve... Caiu na gargalhada! Radiante ele chamou sua mulher para ler o que o filho tinha escrito.
“Explique o surgimento do mundo.”
Resposta: O mundo surgiu há bilhões de anos... Mas só passou a ter valor quando o Saci Colorado o conquistou. Novamente em 2006! Depois dizem que o planeta é azul... Desde então ele ta vermelhinho... Bem colorado!
“Qual o principal animal da fauna gaúcha?”
Resposta: Olha professora... Nesta estou em dúvida! Mas sei que antigamente o Falcão era o principal! Mas nos últimos anos acho que o Pato assumiu este posto...
Já em gargalhadas, o pai ainda teve fôlego para ler o bilhetinho que seu filho deixou para a professora.
PS: Querida professora, achei a prova muito fácil! Mas também estudei bastante no livro que a senhora me indicou na biblioteca... Gostaria de dizer que o Saci Colorado teve outras conquistas como a Sul-Americana, a Copa do Brasil... Mas não precisa me dar ponto extra! É só para a senhora ter conhecimento caso não saiba...

- Dario Figueroa Falcão Taffarel! Corra aqui na sala... – Este era o nome completo do filho, que leva a união dos grandes craques colorados. A paixão pelo Inter estava até na certidão de nascimento...
Assustado, Dario chegou à sala, e o pai rindo o pediu para trazer o livro que ele tinha estudado.
Ao entregar o livro, o pai o mandou colocar a camisa do Internacional. Sem entender, o filho obedeceu...
No livro que Dario estudou, muitos rabiscos... As respostas que ele deu na prova estavam escritas a mão nas páginas do material escolar.
- Você que rabiscou e escreveu no livro Dario? – Perguntou o pai.
- Claro que não papai! Também achei estranho, mas na última página estava escrito, ATUALIZADO PELO SACI COLORADO! Tem até a assinatura dele... Então não tive dúvidas... O senhor mesmo sempre disse... “Seja fiel ao Saci Colorado!” Então eu fui!

Depois desta conversa o pai assentou e pensou...
- Mais uma travessura do Saci Colorado... Cada dia que passa este negrinho apronta mais! E olha que já se vão 100 anos nas costas. Mas ele sabe que não precisa invadir bibliotecas, modificar livros e buscar novos seguidores... A história colorada já faz parte do cenário mundial! Dentro ou fora dos gramados, o Saci Colorado sempre estará presente...

O filho com a camisa do Inter, perguntou ao pai...
- Mas e o castigo pai?
- Esqueça meu filho... O que é uma nota zero perto de 100 anos de glórias? Hoje é dia de comemorar...
Após o curioso episódio do livro, o filho com ar de esperteza pensou alto...
- Depois dizem que Saci é apenas lenda... Eu não tenho dúvida que ele está entre nós!

Juntos eles saíram de casa, e mostraram ao mundo junto com a nação colorada que o Internacional completou o seu centenário!

O campeão de TUDO comemora o seu CENTENÁRIO com TODOS!


Parabéns Internacional, 100 anos de glórias!

Leia também: A Lenda do Saci Colorado!

domingo, 8 de março de 2009

A volta de um herói brasileiro!

“Homem extraordinário pelas suas proezas guerreiras; pelo seu valor ou magnanimidade; protagonista de uma obra literária; ou de um filme.” - esta é a definição de herói que encontrei no dicionário. E porque não pode ser a definição de Ronaldo, já que é o herói de vários brasileiros?

A figura de um homem vencedor e exemplo de superação, que mais uma vez ficou provada neste fim de semana. Se alguém tinha dúvida quanto a sua capacidade de brilhar, é melhor esquecer.

Se com os pés ele conquistou o mundo, e encantou a nação... Desta vez, ele resolveu usar a cabeça, que ele acabou perdendo em noitadas e outros episódios. Com esta cabeça tão questionada e criticada, ele confirmou sua volta ao futebol. Um gol que vale mais que um ponto para o Corinthians, que vale mais que um grito para os torcedores, que vale mais que um lance dos melhores momentos. ESTE FOI O GOL!

Este é o gol da superação... Que não poderia ter vindo em ocasião melhor. Em um clássico contra o Palmeiras, nos acréscimos, quando muitos poderiam dizer... “É Ronaldo... Desta vez não vai dar...”, mas ele confirmou justamente o contrário. Em alguns segundos, a opinião muda, Ronaldo ressurge, Ronaldo mostra que sabe mesmo fazer gols. E será que ele marcará algum gol mais importante que em um clássico contra o Palmeiras? Agora não interessa... Mesmo que nesta passagem no Corinthians, ele acabe balançando as redes apenas nesta oportunidade, já valeu demais para a Fiel torcida do Corinthians.

Pra que buscar o título Fiel? Pra que sonhar com o Campeonato Brasileiro Timão? Pelo menos esta noite, a maior conquista do Corinthians já apareceu. A aposta de trazer Ronaldo foi correta. O investimento já foi pago, esqueçam o resto!
Não há nada melhor que ver no rosto dos BRASILEIROS, o sorriso com ar de que ainda podemos acreditar em nosso herói! Agora temos a certeza, ele não irá desapontar... ELE VOLTOU!

domingo, 1 de março de 2009

Fogão e Colorado fazem a festa! - Prosa de campeões

Domingo, por volta das 19 horas, não existe lugar melhor que uma mesa de bar para comentar a rodada. E foi em um desses botecos da vida, que um encontro marcou o primeiro dia da semana.
Na mesa um troféu, duas cadeiras e um senhor trajando preto e uma estrela solitária na altura do peito. Sorridente e tranqüilo, ele não aceitou ser chamado pelo garçom de freguês! Nesta noite, este nome não seria justo!
A cadeira ficou um tempo vazia. O companheiro da mesa estava vindo de longe. Mas logo ele apareceu... Cambaleando e apresentando certa dificuldade de locomoção ele surgiu trazendo mais uma taça nas mãos. Logo foi cumprimentando o companheiro da comemoração:
- Olá Glorioso! É hora de comemorar... Mais uma batalha vencida tchê!
Rapidamente o senhor apelidado de Glorioso, levantou e cumprimentou o amigo. Era ele, o grande Saci Colorado que já teve sua história contada neste Blog.
O Saci assentou na mesa e rapidamente encheu sua cumbuca de chimarrão. Ajeitou a taça Fernando Carvalho ao lado da Guanabara, que pertence ao amigo. Enquanto arrumava sua bandeira, o Glorioso disparou:
- Quanta alegria Saci! Como é bom ser campeão... Mesmo que seja apenas o primeiro turno, começar a temporada comemorando título nunca é demais!
- Trilegal! Meu título veio em boa hora... O clima não era dos melhores, e neste momento de comemorar meu centenário, a união é fundamental. E nada melhor que vencer o rival na decisão. Agora eles terão que correr atrás e ficar sonhando com a América.
- Não vou negar que vencer o rival é mais interessante... Mas vencer a zebra da competição, que matou o Urubu em seu próprio terreiro, teve um gostinho especial!
- Lá dos pampas acompanhei que essa zebra quase centenária! Ela estava disposta mesmo a aprontar! Mas desta vez não cabe aquele ditado... “Há coisas que só acontecem com o Botafogo...”
- Cabe sim! Com este título SOMENTE o Botafogo poderá ficar de pernas para o ar, enquanto o Vasco, Flamengo e Fluminense correm atrás da gente. Isto se não levarmos a Taça Rio e gritarmos de vez, “Campeão Carioca 2009!”
- Digo o mesmo lá do sul! O tricolor terá que se desdobrar para conciliar a Libertadores e o Gaúchão. Aí vou acompanhar tranqüilo o sofrimento deles...
Papo vai, papo vem, eles se lembraram de outras competições pelo Brasil.
- Em Sampa, vinte clubes batalhando por quatro vagas. Já em Minas está bem mais fácil, são oito vagas, entre doze times e apenas dois grandes! – Disse o Saci.
- Vamos fazer o seguinte... Meu chopp está na mão, e você com o chimarrão. Na mesa dois troféus e a vaga garantida na decisão do estadual. Vamos esquecer os demais e gritar... É CAMPEÃO!
Assim o boteco presenciou a alegria alvinegra do Rio e colorada do Sul. A festa do centenário para o Saci já está rolando. O Glorioso comemora enquanto os demais cariocas se preparam para o segundo turno.
Já era inicio da madrugada, quando os amigos se despediram. Bêbados de alegria se abraçaram e seguiram o rumo de casa.
Vida que segue companheiros, porque o clima de cordialidade entre eles poderá acabar quando a Copa do Brasil realizar este encontro nas semifinais.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

O Super Porco!

(Aos amigos palmeirenses, uma pequena homenagem pelo excelente início de temporada!)

Depois de um dia cansativo no trabalho, o pai chega a sua casa e vê seu filho dando pulos pela casa e gritando como um louco. Devido à agitação, o pequeno garoto de apenas cinco anos, está bastante suado. Logo o pai diz:
- Filho, vá correndo para o banho! Você está tão sujo, que esta parecendo um porco!
Assustado com as palavras do pai, o filho pergunta a ele...
- Mas pai, porque me chamou de porco?
- Basta olhar no dicionário filho. Antes de ir para o chuveiro, leia o significado deste adjetivo...
O filho rapidamente passou em seu quarto, abriu sua mochila e leu no dicionário o significado. Lá estava escrito: Sujo, imundo.
Estas palavras ficaram em sua cabeça, e foi para o banho intrigado com este significado. Enquanto se banhava, a criança pensava em uma maneira de mostrar para o seu pai que porco não era apenas um adjetivo ruim. A água caía, ele se preparava sua resposta.
Ao desligar o chuveiro, se enrolou na toalha, e foi correndo para o quarto onde seu pai descansava, ao entrar já foi logo dizendo:
- Olha pai, o senhor me chamou de porco... Mas saiba que para mim, isto não é uma ofensa. Meu maior exemplo é o Super Porco! E este dicionário não sabe de nada!
O pai espantado com as palavras do filho, o questionou:
- Como meu filho? Você é fã de um porco? De que fazenda? Super Porco? O que é isso?
- Calma papai! – respondeu o garoto. Vou te explicar... O Super Porco é alviverde. Não é de nenhuma fazenda, na verdade ele vem de São Paulo com influências italianas. Normalmente, toda semana ele entra em combate contra outros adversários, e na maioria das vezes ele sai vitorioso!
Começando a entender a conversa do filho, o pai continuou ouvindo a história.
- Estou sempre o acompanhando. Tenho o mesmo uniforme que ele usa em suas batalhas. O senhor também tem a sua camisa! Olha... este ano ele está impossível. Já venceu as três partidas que disputou. Hoje mesmo ele acabou de vencer a quarta, uma batalha internacional. Só sei que comemorei muito, cinco vezes, junto com os torcedores que estavam o acompanhando de perto. Todos gritavam assim... Olê Porcoo! Olê Porcooo!
O moço que estava falando sobre a partida na TV, disse que vai ter outro jogo contra os mesmos bolivianos, e este placar praticamente garantiu a vaga do Super Porco na próxima fase! E parece que esta partida de volta será complicada, pois o Super Porco terá que subir uma montanha muito alta, lá na Bolívia, e quando chegar lá, poderá estar cansado demais para vencer. Se o Super Porco tivesse asa né papai? Poderia ser diferente... Mas mesmo assim, esta vitoria pode ter sido o golpe final, independente do que aconteça lá! Foi mais ou menos isto que entendi...
Impressionado com a criatividade do garoto o pai lhe disse:
- Olha filho, este Super Porco é realmente demais hein?! Quando eu estiver um pouco menos cansado, vou te contar outras histórias sobre ele.
- Então o senhor já o conhece pai?
- Sim filhão! Sempre estive ao lado deste Super Porco! Desde quando tinha a sua idade... E ele sempre trouxe alegria para nós! Já trouxe até conquistas brasileiras e continentais!
- Viu pai! Pode me chamar de porco quantas vezes quiser, eu não ligo. Na verdade me orgulho muito de ser um porco... Quem sabe eu também não viro um Super Porco não é?
- É verdade filho. Este porco eu espero que você nunca deixe de ser! Pois este porco é exemplo de garra e paixão!

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A bola rolou... Vibrem boleiros!

Toca o telefone no consultório do Doutor Batista:
- Alô? Doutor Batista? Aqui é a Lúcia, mulher do André... Que joga pelada com o senhor nas terças-feiras.
- Sim Lúcia. Lembro-me da senhora... Aconteceu algo?
- Aconteceu sim doutor. De uns dias pra cá meu marido anda muito estranho. Desde dezembro, ele me parece bastante alterado. Acho que ele está doente!
- Mas que tipo de doença? Como são essas alterações? – Disse o médico.
- Olha doutor... Voltamos de viagens esses dias. Seus hábitos continuam os mesmos. Ele acorda e a primeira coisa que faz é ir à banca de jornal para comprar o Jornal Lance! Depois entra na internet e fica horas lendo as matérias esportivas do dia. Na hora do almoço, não posso ver outra coisa na TV que não seja mesa-redonda de futebol. Mas ele anda tendo algumas alucinações...
- Como assim senhora?
- Ele me parece bastante agitado. Muitas vezes demonstra estar ansioso. Não estou entendendo o motivo disso...
- Bem... Acho que estou começando a identificar esses sintomas. Isto me parece ser um vício.
- Mas que tipo de vício doutor? – Perguntou Lúcia apavorada.
- Prefiro não comentar ainda. Mas faça o seguinte. Continue observando as atitudes do André. Te retorno a ligação na quarta-feira, dia 21 de janeiro.
Depois da ligação para o Doutor Batista, Lúcia observou atentamente as atitudes do marido nos dias seguintes. Muitas vezes ele parecia realmente estar louco, mas Lúcia teve paciência para esperar o retorno do Doutor Batista.
Os dias foram passando, e quanto mais se aproximava o dia 21, André demonstrava os sintomas mais estranhos. Mas quando Doutor Batista ligou no dia em que foi combinado, ele confirmou a doença de André.
- E aí Dona Lúcia? Como andam as coisas?
- Doutor Batista. Já estava ficando louca como ele! Nestes últimos dias ele chegou ao extremo... André não conseguia dormir. Durante o sono gritava gol, xingava o juiz a todo instante. Acordava assustado perguntando cadê a camisa do seu time e chegou a pegar o carro e ir ao estádio mais próximo na esperança de ver a bola rolando. Mas justamente hoje, ele acordou sossegado, cumpriu sua rotina, e agora está lá na sala, em frente à televisão assistindo a um destes jogos de futebol. E olha que esta é a terceira partida que ele assiste hoje. Ele já assistiu o Palmeiras, São Paulo, Grêmio, Cruzeiro, Atlético Mineiro...
- É Dona Lúcia. Eu estava certo. Estes são sintomas de uma doença muito comum entre os brasileiros. Não é só o seu marido que apresenta estes sintomas nesta época do ano. Este é o grau mais avançado da abstinência do futebol. A falta de jogos traz isso aos torcedores. Mas eu tinha certeza que quando a bola rolasse, tudo isso ia embora, e ele voltaria ao normal. Então Dona Lúcia... Prepare-se... A sua TV, que era exclusiva para as novelas, a senhora terá que dividi-la com o seu marido. E neste caso, é melhor não contrariá-lo!
Logo depois, Doutor Batista desligou o telefone e rapidamente tirou seu jaleco. Por baixo estava a camisa do seu clube. Ele ligou a TV do consultório e resmungou:
- Eu que não quis comentar... Mas passei pelo mesmo problema! Maldito trabalho que me fez perder a hora da partida do meu time!

sábado, 10 de janeiro de 2009

O dia em que o Brasil não foi Brasil...

TEXTO ESCRITO NO DIA 01/07/2006
APÓS BRASIL X FRANÇA
COPA DO MUNDO 2006

1º de Julho de 2006. Às 16 horas, horário de Brasília, entrava em campo onze jogadores com o objetivo de levar o Brasil a mais uma semifinal de Copa do Mundo. Para toda a torcida brasileira e também para o resto do mundo, o objetivo seria cumprido. Bastava uma simples vitória, e tendo o elenco que a seleção verde amarela tinha, não seria complicado triunfar naquele jogo. Os palpites eram altos. A vitória brasileira era dada como certa. O clima de revanche existia. Era impossível esquecer a derrota de oito anos atrás, em plena final de copa, quando um camisa 10, de nome Zinedine Zidane, entrou no Stade de France, marcou dois gols e tirou do Brasil o sonho do pentacampeonato. Zidane se tornou um carrasco brasileiro.
Sem problemas com Ronaldo, que em 1998 teve problemas de saúde pouco antes da decisão, a seleção brasileira já estava em campo, pronta pro duelo, que pelo clima criado pela imprensa e também pela torcida, parecia apenas um simples amistoso. E foi assim que o Brasil decidiu disputar a vaga. Era fácil perceber pelas jogadas e pela movimentação que os atletas entraram mesmo com o clima de tanto faz.
Mas esqueceram de avisar para eles, que do outro lado, tinha uma equipe forte, de tradição e de muita experiência contando com jogadores campeões em 98, como Thuram, Barthez e exatamente ele... Zinedine Zidane.
Já tinha uns vinte minutos quando o Brasil parou. Parou dentro de campo, porque fora dele, o país já estava parado desde a estréia na copa, no dia 13 de junho. O mundo começou a ver uma seleção desencontrada, que não conseguia render nem um pouco do futebol que se era esperado. Os laterais subiam com pouca objetividade e não conseguiam retornar para ajudar na marcação, o meio de campo errava passes, até mesmo Kaká, que vinha sendo o nome brasileiro nos jogos anteriores. Ronaldinho Gaúcho parecia ter ficado no vestiário. Juninho de que todos esperavam muito, fez simplesmente muito pouco. Zé e Gilberto, que substituía Emerson, sofriam para marcar o veloz meio campo francês. O fenômeno?! Deu uma cabeçada nos primeiros minutos e depois nem deu as caras. Com isso o jogo ficou fácil para a França, ou melhor, para Zidane, que com dribles desconcertantes e passes precisos desmontou o que o Parreira chamava de esquema tático e com isso levava a sua seleção com intensidade ao ataque. Nos acréscimos os franceses tiveram bolas paradas para tentar o gol. Em uma delas, o arbitro espanhol Luis Medina Cantalejo, ignorou um pênalti no toque de mão de Ronaldo. Com o apito do fim do primeiro tempo, a torcida brasileira voltou a respirar, e esperava modificações para a etapa final.
Recomeça o jogo, e uma das seleções teriam os seus 45 minutos finais na copa da Alemanha. Nenhuma substituição fez Parreira. E nenhuma substituição aconteceu com o clima da partida. A França parecia fazer o jogo da vida, e o Brasil um jogo treino. A pressão era enorme e o Brasil não segurou por muito tempo. Aos 12 minutos, falta para Zidane levantar na área. E com grande competência, ele a ergueu no segundo pau, onde apareceu Thierry Henry livre de marcação para estufar a rede no estádio de Frankfurt. França 1x0.
O que seria fácil se tornou difícil. O Brasil buscava as jogadas, mas não conseguia chegar à finalização. Depois de longa espera Parreira resolveu arriscar. Colocou em campo Adriano, montando novamente o “Quadrado Mágico”. Cicinho e Robinho também entraram. Mas nada mudou. O que era fácil e se tornou difícil, virava uma missão impossível. Já passava dos 40, quando Ronaldo fez o que era esperado, não o gol, mas o primeiro chute do Brasil. O tempo virou inimigo. Nos acréscimos falta perigosa para o melhor jogador do mundo cobrar. O olhar fixo na trave, trave que ele marcou um dos gols contra a Argentina, dando ao Brasil o titulo da Copa das Confederações no ano anterior. Silencio no estádio. Daquele local dificilmente Ronaldinho erraria, mas ele errou... Chutou para fora... E com a bola, foi à esperança brasileira do hexa. Já não havia tempo pra mais nada. O inesperado aconteceu. O espanhol pediu a bola e apontou o centro do campo. Acabava ali, em Frankfurt o tão sonhado sexto titulo mundial.
Novamente Zidane destrói o Brasil ao lado de seus companheiros, e mostra há muitas pessoas que pode sim estar velho, mas não esqueceu de como se joga futebol. Com velocidade de menino, ousadia de craque e cabeça de gênio, Zidane prorroga sua aposentadoria. Terá mais 180 minutos para mostrar ao mundo que mesmo parando tem muito mais futebol que vários imaginam. E é com esse futebol que ele pode colocar o ponto final de sua carreira erguendo no dia 9 de Julho, em Berlim, a taça que ele deu para os franceses em 98. A taça de campeão do mundo de 2006.
No Brasil, já era noite. As festas planejadas para o fim da partida, se tornaram em locais silenciosos, a torcida chorava a eliminação precoce e pedia o fim da Era Parreira e Zagallo na seleção. A certeza de que tudo acabou era difícil de ser aceita. A preparação de quatro anos foi embora junto com a esperança. E o céu representava o sentimento brasileiro. A escuridão e o ar sombrio simbolizavam a dor da eliminação, a forte luz da lua era ofuscada pelas nuvens, mostrando que nem sempre o maior brilha, e as estrelas estavam lá... E vão continuar esperando a hora de serem chamadas para se juntarem as outras cinco, que só o Brasil tem orgulho de ostentar.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Adeus centenário alvinegro...

“Ah meu filho... Daqui a alguns minutos, começará o ano do centenário do Galo! Estou ansioso. Espero que muitas conquistas venham!” Estas foram palavras de um senhor de oitenta e cinco anos, o vovô Wilson, para o seu neto Matheus na noite do dia 31 de dezembro de 2007.
No réveillon passado, muita festa e esperança em toda família atleticana. Nos primeiros segundos de 2008, todos os atleticanos vibraram com a chegada do ano do centenário. Nos primeiros dias do ano, a espera da grande contratação, mas ela não veio. Gallardo foi sonho. Vô Wilson viu Marques retornar ao Galo e a chegada do técnico Geninho. Outros jogadores vieram para a temporada. O Campeonato Mineiro, título que para muitos era obrigação, terminou de forma trágica e na Copa do Brasil, o Galo esbarrou no Botafogo.
No primeiro semestre, Vô Wilson só vibrou mesmo na sua ida ao Mineirão. No dia 26 de março, seu neto Matheus o levou ao estádio para acompanhar Atlético X Peñarol. Uma festa incrível, show de banda e fogos de artifício deixaram o amistoso 100 anos de paixão, ainda mais bonito. Nas arquibancadas a família atleticana acompanhou um jogo sem graça que terminou 1x1.
Empurrando a cadeira de rodas do avô, Matheus lhe disse: “Vô, não fique triste, estaremos aqui para comemorar o Campeonato Brasileiro! Seremos campeões!” Wilson ficou entusiasmado com a promessa de seu neto. Retornar ao Mineirão para comemorar o título de campeão brasileiro seria realmente impressionante.
Mas o ano que já era ruim foi ficando pior. Geninho se foi e veio Gallo. Que após sofrer outra goleada no ano foi demitido. Então chegou Marcelo Oliveira.
Para arrumar a casa, o novo técnico contava com o craque Petkovic que chegou para ser o camisa dez do elenco. Mas o futebol apresentado não foi dos melhores. Os problemas políticos fizeram do Mineirão um local vazio nos jogos do Galo. A torcida insatisfeita com a diretoria se negou a ir ao estádio. Jogadores indisciplinados foram embora e vários chegavam. Mas nenhum demonstrou um bom futebol.
A situação piorava a cada jogo. Na Sul-Americana, novamente o Botafogo foi o algoz do Galo. O momento era complicado não só para o Galo, mas também para Vô Wilson. Com a saúde debilitada, ele aparentava fraqueza e sérios problemas cardíacos.
Novamente os jogadores da base foram a salvação. Depois de algumas vitórias o rebaixamento foi afastado de vez e quem também foi embora, foi o até então presidente Ziza Valadares.
No último jogo do campeonato, Matheus se uniu ao seu avô, que já conversava com dificuldade, para assistir a partida. O clube tinha enchido novamente o Mineirão na rodada passada e já tinha seu novo presidente eleito. Juntos, eles viram a derrota para o Grêmio e ao final do jogo Matheus disse ao avô: “Ano que vem tudo será melhor vô! Não perca as esperanças...”
Diante dos sérios problemas para falar, Wilson não se pronunciou. Apenas olhou para o neto e pensou... “Se cheguei até aqui atleticano, tenha certeza que esperança nunca faltou. Quem sabe 2009, seja realmente melhor...”
Nos últimos dias de 2008, Wilson foi piorando. Os problemas de saúde lhe renderam a internação. Sua situação era muito delicada.
Em uma das visitas de seus familiares. Matheus disse algumas palavras para o avô. Depois de tanto escutar, Wilson buscou forças para dizer algumas palavras ao seu neto. Então ele disse: “Matheus, não diga que o nosso centenário foi um fiasco. Pense que fomos privilegiados de acompanhar os cem anos deste amor preto e branco.” Com os olhos cheios de lágrimas e a respiração ofegante, Wilson deu o último sorriso para seu neto. Fechou os olhos e antes de partir para a eternidade disse para si mesmo.
"- OBRIGADO DEUS, EU VIVI OS CEM ANOS DO GALO!"

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

É o mais justo! Mas nem a taça sente emoção...

Ontem pela noite recebi um telefonema. Quando atendi percebi pela voz meio engasgada que era a Taça do Campeonato Brasileiro. Um pouco preocupado pela tristeza da Taça, tentei acalmá-la, mas ela não me deixou falar muito. Em tom de desabafo ela disse:
- Estou em depressão. Desde de 2003 a minha vida mudou bastante. Antes eu era cobiçada por todos, na verdade continuo sendo. Mas tudo perdeu a graça. Culpa desse maldito sistema de pontos corridos.
Meio sem entender, perguntei para a Taça o verdadeiro motivo para tanta tristeza. Ela resolveu me explicar e aí sim comecei a dar razão para ela.
- Sabe Cézar, antigamente eu estava presente nos estádios. Eu era levada para o local da decisão cercada por seguranças, e na beira do gramado eu acompanhava a final do campeonato. Logo no último apito do juiz, o time campeão comemorava e eu conhecia com quem eu passaria os próximos meses. O momento que eu era entregue aos campeões, sentia aquele calor humano, o capitão do time me erguia e lá de cima eu via aquela multidão de torcedores festejando junto com os jogadores. Logo depois, nos braços dos campeões eu saia em direção à torcida, e ali fazíamos a volta olímpica. Neste momento me sentia a coisa mais importante do mundo. Está semana, vi pela TV a minha prima, a Taça Sul-Americana sendo carregada pelos colorados. Que inveja senti dela.

Neste momento ela se calou. Tentei amenizar a situação dizendo que no domingo ela também seria carregada. Foi quando num tom mais ríspido ela me respondeu.
- Você acha que serei carregada no domingo? Você está completamente enganado. Nem sei para onde vou. Vou para Brasília ou vou para Porto Alegre? De onde sairá o campeão? A minha vida é assim agora, repleta de incertezas. Espero todo o campeonato para saber quem será o vencedor. E quando é conhecido o campeão, vejo de longe uma cópia falsificada sendo erguida, ela sim está no momento mais importante. No jogo que valeu o título. Eu, a verdadeira Taça do Campeonato Brasileiro fico guardada e sou entregue apenas depois. Este ano serei entregue em uma cerimônia. Como nos anos de 2004 e 2005. Sem a presença da torcida. Sem o grito de campeão. Apenas posarei para a foto com o capitão trajando um terno, que ele só usa para ir receber esse prêmio. O restante da equipe estará em casa descansando da festa de domingo. Festa feita com a taça falsificada. Aí quando eu embarcar para São Paulo ou Porto Alegre não terá mais graça. Todos já saberão quem foi o campeão. E a taça comprada pela outra equipe que tinha chances de ser campeã acaba sendo jogada fora, ou fica para a próxima temporada. Aaaah.. nem mesmo a horrorosa e velha Taça de Bolinhas sofreu tanto guardada no cofre da Caixa Econômica como eu tenho sofrido agora. Nem quando fui entregue no gramado em 2003, 2006 e 2007 senti tanta emoção. Todos já tinham festejado. Só fui erguida um jogo depois. O que eles chamam de jogo da entrega das faixas. Até nisso perdi meu posto. As faixas já tomaram o meu lugar também...

Ainda mais triste depois do desabafo, ela se despediu dizendo:
- Caso você ainda tenha interesse de ver a verdadeira Taça de Campeão Brasileiro, assista pela TV a entrega do prêmio Craque do Brasileirão... Caso contrário guarde apenas a foto da comemoração do estádio com a cópia. Já estou me acostumando...



A Lenda do Saci Colorado!

Na madrugada do dia 03 para o dia 04 de dezembro de 2008, um pequenino gaúchinho, com apenas três anos de idade, tentava dormir mas não conseguia devido o enorme barulho nas ruas de sua cidade. Chamou seu pai e lhe pediu para contar uma história. O pai, extremamente feliz, lhe contou essa lenda:

Vou lhe contar a história de um menino negrinho. Que usava apenas uma camisa e um gorro vermelho. Na boca carregava o seu pequeno cachimbo. Seu nome é Saci Colorado! Quando o negrinho Saci resolveu aprontar não teve quem o segurasse. Cansado de fazer suas peraltices pela região brasileira, principalmente na beira de um rio, ele resolveu ir além. E foi muito além. Quando resolveu partir, ele entrou para a história!
No ano de 2005 foi injustiçado na batalha nacional. Bastante magoado, resolveu mostrar suas forças pelo continente!
O primeiro passo longe do território nacional foi inesquecível. Da melhor maneira que poderia acontecer, esse Saci, empurrado por milhões de fiéis que te amam, pintou a América de vermelho, vencendo o seu primeiro título continental. A Taça Libertadores da América conheceu o Saci Colorado.
Para o Saci, não existe limite. Por isso era hora de conquistar o mundo. No final da temporada, o Saci Colorado embarcou para o Japão. Levou na bagagem um pequeno Pato, que hoje habita a bela cidade de Milão. Mas antes de partir para a Itália, Pato e o outro companheiro, o Gabiru, ajudaram o guerreiro Saci a mostrar ao mundo do que eles eram capazes. Mesmo tendo apenas uma perna, com uma rasteira certeira, derrubou o gigante Barcelona e venceu a Batalha de Yokohama. A partir daí, o Saci se tornou o mais poderoso do planeta.
Como a cor vermelha dominou o planeta devido as travessuras do Saci, ele retornou para o Brasil. Os tempos de tristeza não existiam mais, e sempre acompanhado pelos seus fiéis escudeiros, os torcedores colorados, ele resolveu aprontar de novo na América. No duelo denominado "Recopa". Foi quando ele massacrou um vilão mexicano e se tornou o Campeão dos Campeões na América. O seu gorro, que lhe acompanhou durante toda a sua trajetória, foi aposentado naquela luta, e partir de então o corajoso Saci passou a ostentar uma "Coroa de Três Pontas" em sua cabeça.
Com essa coroa filho, o pequeno negrinho se tornou o Rei da América. O Todo-Poderoso. Tentou se coroar no Brasil também. Mas fracassou em algumas batalhas. Mas hoje ele deu o último golpe que faltava para a sua coleção.
Os vilões hermanos, eram os melhores. Ninguém conseguia vencê-los nessa batalha, chamada, Batalha Sul-Americana. E o nosso herói se dispôs a ganhar essa batalha que faltava. E foi justamente contra os hermanos argentinos. Depois de duas pelejas, tiveram alguns minutos para decidir o vencedor. E já no final, nenhum dos dois se rendiam. Até que o nosso Saci deu o golpe de misericórdia. Na beirada do rio que ele habitava, viu o rival argentino cair sem chance de reação. Foi aí, nesse momento que o Saci se consagrou o único brasileiro a vencer todas as batalhas possíveis. E sabe por quê toda essa gritaria do lado de fora da nossa casa? É porque o Saci acabou de vencer essa batalha final. Todos os colorados estão vibrando ao lado do Saci. O Saci Colorado é o maior! E ele prometeu que no seu anivesário de 100 anos, que será no ano que vem, ele aprontará novamente para cima de todos!
Vou deixar separada a sua camisa vermelha do Inter para você vestir quando acordar. E aí você diz para todos os seus amigos:

- Eu sou fiel ao Saci Colorado. Nós somos os melhores da América!


PARABÉNS INTERNACIONAL
CAMPEÃO DA COPA SUL-AMERICANA 2008

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Simplesmente, APAIXONADOS!

Quando li na internet a manchete: "Galo x Santos, quase 50 mil ingressos vendidos", eu realmente comecei a me fazer perguntas.
- O que leva 50 mil pessoas a irem ao Mineirão ver um jogo que não tem fundamento e nem valerá título? Ao mesmo tempo me respondi:
- Simples. Para a torcida do Galo, basta apenas o time estar em campo para o Mineirão ficar lotado.
Ainda impressionado com o grande número de torcedores que assistirão o jogo no domingo, fui ao dicionário ver o significado da palavra paixão. E nele estava escrito: "Sentimento excessivo; afeto violento; amor ardente; entusiasmo; grande mágoa; sofrimento prolongado". A partir de então posso considerar e ter orgulho de dizer, eu faço parte da torcida mais apaixonada do Brasil.
O atleticano é diferente. O atleticano é APAIXONADO! O atleticano ama o time, ama o clube, em qualquer que seja a situação. Imagine qual clube, colocaria na última partida do ano um público como esse sem ter qualquer objetivo, depois de vários fracassos consecutivos no ano mais importante da sua história. O ano do centenário ficou marcado por goleadas humilhantes, títulos que não vieram, jogadores que não passaram de especulações e os que vieram pouco demonstraram vontade de estar aqui.
A base novamente trouxe os que se destacaram, como na volta à elite em 2006.
O atleticano sofre após cada derrota, mas ama poder vestir a sua camisa no dia seguinte e mostrar ao mundo as cores que defende. Domingo o Mineirão será um misto de sentimentos. O sofrimento e tristeza de terminar 2008 sem erguer um campeonato, com a alegria de reunir no campo de batalha alvinegro mais de 50000 apaixonados por esse time movido a paixão.
Independente do resultado da partida, tenho certeza que o atleticano sairá cantando o hino, com a esperança de que 2009 será bem melhor. Foi com essa esperança que escrevi um texto no primeiro dia deste ano. Leia um pequeno trecho...
"Cores branca e preta predominaram nesse reveillon. Onde estivesse um atleticano, estaria acesa a expectativa do melhor ano. A camisa não foi esquecida. Ela também simboliza a virada do ano. O branco a paz, o amarelo da estrela de primeiro campeão brasileiro a fortuna, o dinheiro, o vermelho do número, da crista do nosso mascote representava o amor, a paixão. Mas e o preto? Cor sombria? Nada disso... Era a cor que junto com todas as outras formava o nosso símbolo, a nossa identidade. O alvinegro que alem de galo é o contraste. O contraste da nossa torcida. O rico e o pobre, empregado e o patrão, homem e mulher, jovem e o velho, criança e adulto e o preto e o branco."
O ano se foi, e dizem que a primeira impressão é a que fica. Mas para o torcedor do Galo, a última impressão é a que ficará. Do centenário lembraremos apenas dessa linda festa feita pelo nosso maior patrimônio. Os nossos apaixonados torcedores!